Lourenço Cavalcante de Albuquerque Maranhão - O Barão de Atalaia

Edição: Phablo Monteiro - Fonte: Wikipédia  Homenagem

 

Lourenço Cavalcanti de Albuquerque Maranhão, primeiro e único Barão de Atalaia, não era alagoano, nasceu Águas Belas em 1804. Filho de Lourenço Bezerra Cavalcanti de Albuquerque e de Josefa Florentina de Albuquerque Maranhão, casou-se com Ana Luísa Vieira de Sinimbu, irmã do visconde de Sinimbu, com a qual deixou descendência.

Exerceu inúmeras atividades políticas na Província, contribuindo com sua inteligência para o desenvolvimento de Alagoas. foi um advogado, político e militar brasileiro, tendo sido comendador, coronel da Guarda Nacional e deputado provincial por Alagoas em diversas legislaturas. Pelo fato de ter sido ele, enquanto Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, que referendou o decreto que autorizava a construção do ramal férreo que partia do Riachão até Atalaia foi- lhe concedido o título de Barão de Atalaia, cidade alagoana de Atalaia, onde se concentrou a resistência alagoana quando da Revolução Pernambucana de 1817, contra Portugal. Por sua lealdade, D. João VI elevou a comarca pernambucana à condição de província de Alagoas, pela qual o nobre fora deputado diversas vezes.

O Título de Barão de Atalaia foi criado por D. Pedro II, imperador do Brasil por decreto imperial em 19 de fevereiro de 1858 e grandezas em 14 de março de 1860.

Em 22 de junho de 1889 o Conselheiro Lourenço Cavalcanti de Albuquerque Maranhão, o Barão de Atalaia assinou o decreto nº 10.256 que autorizava a construção de um ramal férreo partindo do engenho Riachão no atual município de Rio Largo até Atalaia. Deveria este ramal passar pela cidade do Pilar margeando a Lagoa Manguaba e o rio Paraíba até atingir a vila de Atalaia.

Possuía um sobrado no centro de Maceió (prédio anda hoje existente e preservado, que pertence a Aliança Comercial, na Praça Dom Pedro II), onde hospedou D. Pedro II certa vez. Devido a richas com o barão de Jaraguá, teve a vista que o sobrado tinha para o mar prejudicada pela construção de uma alta torre no sobrado daquele, que era vizinho. Posteriormente, foi jurado de morte pelos irmãos Morais, um bando de cangaceiros semelhante ao de Lampião. 

Sabe-se que o Barão de Atalaia foi político de grande prestigio nas Alagoas, representando na Província, como chefe da família, a orientação de seu cunhado, o Visconde de Sinimbu, cuja atividade política se tornava no âmbito nacional. Lourenço Cavalcanti de Albuquerque Maranhão, refletindo na área o poder político do cunhado, deteve uma força eleitoral imensa, em particular na primeira metade do século XIX, quando ainda não se haviam inteiramente definido, no território da província, as correntes liberais ou conservadoras; através dessas corretes elegia-se as representações provincial e geral.

Foi Comendador da Imperial Ordem de Cristo (tinha caráter religioso, essa Ordem residia também na necessidade da propagação e manutenção da Religião de Cristo a fim de “trazer a fé católica os idólatras e gentios” que em grande número ainda existiam no país) e  da Imperial Ordem da Rosa (uma ordem honorífica brasileira que foi criada em 27 de fevereiro de 1829 pelo imperador D. Pedro I, para perpetuar a memória de seu matrimônio, em segundas núpcias, com Dona Amélia de Leuchtenberg e Eischstädt.)

Lourenço Cavalcante de Albuquerque Maranhão, o Barão de Atalaia faleceu em Nova Friburgo em 13 de Fevereiro, sobrevivendo-lhe 9 anos ainda a viúva, D. Ana Luisa Viera de Sinimbu.

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