Ernesto Lopes de Vasconcelos

Edição: Phablo Monteiro - Fonte: Atalaia Último Reduto dos Palmarino / Internet  Homenagem

 

Nasceu em Atalaia em 1868. Filho de Joaquim Lopes de Vasconcellos. Fundou a Sociedade Dramática de Atalaia e criou a “Banda Musical de Atalaia” participando da política local elegeu-se Prefeito em 1926 e Deputado Estadual por Atalaia em 1930. Dotou Atalaia de luz elétrica, cinema, ponte e estradas municipais. Pela dificuldade de recursos no município improvisava instrumentos de trabalho; para abrir a estrada de Branca de Atalaia improvisou uma planadeira com uma taxa de engenho amarrada em correntes e puxada por carros de bois. Para fazer a ponte, trouxe a madeira de São Miguel também puxada por carros de bois. Dotou ainda Atalaia de telefone tipo Quelog e Jornal com tipografia própria.

Em 1921, uma orquestra foi organizada por Ernesto Lopes de Vasconcelos homem entusiasmado pela cultura da terra, que, aliás, não era o seu berço natal, mas seria o de seus filhos e netos. Entre eles, destaques para os Ex-Prefeitos Zeca Lopes (filho) e Aluisio Lopes (neto).

Casou-se com a atalaiense Maria Luiza Duarte de Vasconcelos, na cidade de Atalaia, em 1895.

O cinema só chegou em Atalaia em 1914. O Sr. Ernesto Lopes foi quem instalou a primeira empresa cinematografia no sobrado do Sr. Lopes Vieira – o Cinema Clube. Projetava filmes mudos, geralmente italianos, acompanhados por uma pianola tocada por Ernesto Lopes, filho do empresário de apenas 10 anos de idade. Tinha motor próprio de iluminação, pois ainda não havia luz elétrica em Atalaia. A montagem do cinema, com o motor de iluminação, aparelhagem, pianola e 180 cadeiras custou a vultosa quantia de dez contos de réis. O ingresso só era possível aos ricos, pois custava 200 réis. Mais tarde Ernesto Lopes fundou o Cine Fênix.

O veiculo de comunicação escrita em Atalaia surgiu logo após o cinema, talvez em conseqüência deste. Os filmes da semana precisavam ser divulgados e não havia outro meio de comunicação. Foi criado o 1° jornal, “O ATALAIA” fundado por Ernesto Lopes. Funcionava a tipografia no sobrado do cinema e os tipógrafos eram os filhos do proprietário. Ambos tinham o tamanho de uma folha de papel oficio, saiam uma vez por semana e custava a assinatura 200 réis por mês

O proprietário da empresa Cinema Clube, Ernesto Lopes de Vasconcelos, requereu ao Governo estadual os direitos para explorar o serviço de iluminação pública e particular em 1921, sendo- lhe concedido pela lei nº 943 de 26 de fevereiro daquele mesmo ano. A construção da empresa no entanto se prolongou até 1925 tornando-se necessária outra autorização o que lhe foi outorgada pela lei nº 1092 de 15 de junho de 1925 a inauguração deu-se no mesmo ano.  Depois de Ernesto Lopes a empresa passou para o sócio Francisco Tomás da Silva Nonô e deste para Pedro Lopes, filho de Ernesto Lopes até 1962, quando a CEAL estendeu até Atalaia a eletricidade de Paulo Afonso, no Governo do Major Luis Cavalcante.

Em 1925, Ernesto Lopes ajudado pelo industrial Barão Félix Vandesmet instalou este eficiente meio de comunicação, embora privativo, que era do tipo Quelogg, movido a veio de manivela. Havia um total de 10 aparelhos instalados: na prefeitura, na Usina Brasileiro, na estação ferroviária, nas fazendas Timbó, Lages, Paissandu e outras.

Ernesto Lopes foi Prefeito de Atalaia de 1926 a 1928.

Em 1926, assumi a Prefeitura o Sr. Ernesto Lopes. Na sua campanha eleitoral prometera aos atalaienses que a ponte seria construída na sua gestão, com ou sem ajuda dos poderes estaduais. A descrença, no entanto era geral, pois a prefeitura era pobre e o candidato não era dos mais influentes nas hostes governamentais. O industrial Coronel João Tenório descria tanto da construção da ponte que disse que passaria por baixo dela no dia da sua inauguração, assistindo a festa todo molhado.

O Prefeito Ernesto Lopes depois de tentar algumas vezes ajuda do Governo decidiu resolver sozinho o problema. O erário municipal não tinha ainda condições e ele precisava cumprir a promessa. Recorreu então ao seu amigo Rodolfo César, de São Miguel dos Campos, que doou toda a madeira a qual foi transportada em juntas de boi de carros, arrastada até o local. O Barão Felix Vandesmet ofertou todo o cimento. A prefeitura entrou apenas com a mão de obra.

Em 1927 a ponte foi inaugurada com grandes festas mas sem a presença do Governador Costa Rego que não fora convidado. Dias depois ele envia um engenheiro para fazer inspeção na obra, porém foi achada conforme os requisitos da engenharia. A ponte recebeu o nome do seu construtor. Enquanto seu lastro de madeira foi re-inaugurada toda vez que sofria reparos. Atualmente o lastro é de cimento passando apenas carros pequenos. E o Coronel cumpriu a promessa. A ponte recebeu em homenagem o nome de PONTE ERNESTO LOPES DE VASCONCELOS.

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