Os 54 anos da Associação Sportiva Independente

Edição: Phablo Monteiro - Fonte: Getúlio Pereira Leite/Cláudio Medeiros/Professor Ézio Lima  Historia&Cultura


Fotografia tirada em 06 de janeiro de 1960 - data de fundação do Independente
Em pé da esquerda para a direita: Jalon, Zé do Pedrinho, Zé Humberto, Cardênio, Carlinhos, Aloísio, Cleber, Zé Correia e Lula. Agachados: Zé Hugo, Getúlio Leite, Airton, Ronaldo, Armênio e o Mascote Zé Otávio.

 

Há exatos 54 anos nascia o mais famoso clube de futebol da historia do nosso município, a Associação Sportiva Independente. Este histórico time atalaiense, até hoje povoa a memória dos mais velhos, que guardam com grande carinho os inesquecíveis momentos de alegrias proporcionado por uma equipe repleta de jovens atalaienses, como bem lembra Getúlio Pereira Leite em texto publicado no Jornal Folha Atalaiense da saudosa Vandete Pacheco: "O INDEPENDENTE fazia as tardes festivas dos domingos da geração jovem e desportista atalaiense da época".

Sua primeira formação, datada de 06 de janeiro de 1960 (foto) era composta por: Em pé da esquerda para a direita: Jalon, Zé do Pedrinho, Zé Humberto, Cardênio, Carlinhos, Aloísio, Cleber, Zé Correia e Lula. Agachados: Zé Hugo, Getúlio Leite, Airton, Ronaldo, Armênio e o Mascote Zé Otávio.

Além dos jogadores já citados, outros nomes fizeram parte de formações do Independente, entre eles podemos citar: Osmar, Cardenio, Marcos Paulo, Zé Maria, Peu, Miguel, Mário Vovô, João da Prensa, Lulão, Eliel, Riva, Getúlio, Dé, Tonho, Gilberto, Valdo, Ricardo Jorge, Gélio, Castilho, Sulipa, Francisquinho, Fernando Lancha, Fernando Barbosa, Pitel, Tempero, Ricardo Borges, Kleber, Ronaldo, Aloísio, Neno, Zé Neto, Leônidas, Sérginho, Zé da Bá, Zé Edson, Mané da Cosma, Duca, Eliot, Pinga, Dadú, Jailson, Radinho, Toninho, Abiran, Marcelo Barbosa, Felipe, Zé Vitor.

Getúlio Pereira Leite também nos lembra que: "Dias antes dos jogos fazíamos uma grande propaganda. Colocávamos cartazes na Praça Nova, na Praça central (em frente à Igreja), na esquina do Bar do Seu Arnóbio, na rua da Cacimba, na Estação Ferroviária e no Mercado Público, anunciando: NÃO PERCAM domingo sensacional partida de futebol entre o INDEPENDENTE X (time visitante)".

O Independente contou ainda com o apoio logístico do serviço de alto falante da Prefeitura, ás 18:00 horas, logo após a AVE MARIA, que tinha como locutores ZEZINHO FREIRE (PACA) E ZEZINHO DO MANOEL ORMINDO, anunciando as partidas de futebol. Getúlio relata que: "Jogávamos, na maioria das vezes, em casa (nosso campo); outras, em Pilar, Rio Largo, Capela, Usina Ouricuri, Usina Uruba, União dos Palmares e etc. Tínhamos como meio de transporte o caminha da Prefeitura, dirigido pelos motoristas Josué, Alírio e Moacir, além do caminhão do Seu Salviano, ambos acionados à manica".

Outra curiosa passagem da Associação Sportiva Independente é relatada por Cláudio Medeiros, o popular Cacau, em texto do livro ainda não publicado Memórias da Casa de Meu Povo, onde conta sobre as rígidas atuações dos zagueiros Armênio e Ricardo Jorge, onde geralmente, pelo menos, um dos dois era expulso na partida. "Com mais ou menos 10 minutos do 1º tempo, o Armênio foi expulso. Não saiu. Sentou no meio do campo e disse: ”Só saio daqui se esse juiz filho da p. ladrão também sair. O jogo ficou paralisado por cerca de 25 minutos, até que o juiz fosse substituído. Por solidariedade, o Ricardo Jorge pediu também para ser substituído. Era a zaga mais respeitada da região, não pelo futebol, mas porque era a zaga que mais dava porrada nos adversários".

Os jogos do Independente eram realizados em sua maioria num campo de futebol construído por jovens atalaienses, que contaram com o apoio irrestrito do então prefeito Dr. Luiz Augusto da Rocha Tenório. Em sua homenagem aquele campo de futebol passou a se chamar Dr. Luiz Augusto da Rocha Tenório.

O Independente contava com uma torcida fiel, como bem lembra Getúlio Pereira Leite: "Contávamos com uma torcida fiel, a exemplo do Seu Salviano e o famoso charuto, Abílio alfaiate, Mílton alfaiate,, Zé Juzino marcineiro, Zé Vicente padeiro, Zeca da Maroca, Sapiranga, Quincas, Elói, Mané Cupertino, Seu Camelinho, Seu Manu, Seu Ernani Meira, Célio, George, Tio Antônio Sapateiro (grande poeta brejeiro), Gildenor, Zé Emiliano, Gercino, Nivaldo Ferreira, Zezito Ferreira, Luis Gregório, Cícero da Nova Olinda, José de Alencar, Seu Júlio enfermeiro e tantos outros".
O Independente sobreviveu até 1995.

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