Após alagamentos, Atalaia tem confirmado primeiro caso de leptospirose

Edição: Phablo Monteiro - Fotos: Internet 10/06/2017 21:30  Cidade


A Secretaria Municipal de Saúde de Atalaia, através se sua Vigilância Epidemiológica, confirmou na tarde deste sábado, dia 10 de junho, o primeiro caso de leptospirose no município, após os alagamentos em várias regiões da cidade, ocorridos há duas semanas. Este caso confirmado é de um morador do bairro José Paulino e ainda há outros três casos suspeitos, sendo um óbito e um caso grave. Essas pessoas ficaram expostas à água de enchente ou lama, se colocando assim em uma situação propicia para esta infecção.

A leptospirose é uma doença causada pela bactéria leptospira presente na urina dos roedores. Em situações de enchentes e inundações, a urina destes animais, presentes em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama. O homem, ao entrar em contato com lama ou com a água contaminadas, pode infectar-se.

Alguns dos sinais da leptospirose são febre, dor de cabeça, fraqueza, dor no corpo, principalmente na barriga da perna, calafrios e náuseas que aparecem, em média, de sete a quinze dias após a contaminação. Não existe vacina contra a doença. Existe tratamento, mas a cura depende do diagnóstico precoce.

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Atalaia, Leilane Viera, todas as providências, tanto com relação ao paciente infectado, quanto na orientação das famílias da região circunvizinha, já foram tomadas. “A equipe já foi na residência do paciente dar essa informação e orientei toda a comunidade a respeito dos sintomas”, destacou.   

A Vigilância Epidemiológica orienta que as pessoas que estiverem com esses sintomas, procurem imediatamente o Hospital local ou o seu PSF, informando ao médico que o irá atender, que teve contato com água de enchente ou de lama, para que alerte esse profissional sobre a possibilidade de ser leptospirose, em virtude do caso já confirmado no município.

“O período de incubação desta doença e de 30 dias e que durante todo este período temos que estar em alerta para a possibilidade de surgimento de novos casos. Não existe vacina ou medicamento de prevenção para o surgimento desta doença, o que se deve fazer é procurar assistência médica o mais rápido possível para diagnóstico precoce e tratamento evitando assim o agravamento do caso”, destacou a coordenadora em nota divulgada nas redes sociais.

Em situações de alagamentos é necessário que a população evite o contato com a água e após, evite o contato com a lama, usando botas e luvas.

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