Secretaria de Saúde vem intensificando ações após o surgimento de caso de leptospirose em Atalaia

Edição: Phablo Monteiro - Fotos: Divulgação 18/06/2017 11:30  Cidade


Em decorrência das fortes chuvas que atingiram o município de Atalaia há algumas semanas e da confirmação de um caso de leptospirose na cidade, a Prefeitura Municipal de Atalaia, através de sua Secretaria de Saúde, emitiu no dia 10 de junho, um alerta epidemiológico à rede de serviços do município, para que os profissionais de saúde estejam atentos aos sintomas da leptospirose, durante a realização de atendimentos à população.

Com este alerta, a Secretaria de Saúde vêm intensificando suas as ações de orientação e prevenção para o risco de transmissão da doença. Para isso, profissionais da Secretaria tem realizado visitas aos moradores de áreas afetadas por alagamentos, distribuindo hipoclorito, visitando também escolas do município e realizando atividades nos próprios PSFs.

“Estamos em uma situação de alerta e toda a equipe vem trabalhando incansavelmente para atender a nossa população. Graças a Deus e ao apoio do prefeito Chico Vigário, estamos conseguindo de forma satisfatória realizar um trabalho em prol dos nossos munícipes”, destacou o secretário Juliano Montenegro.   

A coordenadora de vigilância epidemiológica de Atalaia, Leilane Vieira Moreira, além de destacar as ações de prevenção e orientação, fez um balanço sobre os casos da doença na cidade. “Até o momento tivemos 26 casos suspeitos em nosso município. Um caso foi confirmado, 11 casos já foram descartados, um está inconclusivo e os demais estão sob investigação”, destacou.

A leptospirose é transmitida por uma bactéria presente na urina de rato – a leptospira. Em casos de enchentes e alagamentos, o risco de exposição à doença aumenta.

Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que tiver contato com a água das chuvas ou lama contaminadas poderá se infectar. As leptospiras presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento.O contato com água ou lama de esgoto, lagoas ou rios contaminados e terrenos baldios com a presença de ratos também podem facilitar a transmissão da leptospirose.

Os mais frequentes sintomas de Leptospirose são parecidos com os de outras doenças, como a gripe e a dengue. Os principais são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata-da-perna), podendo também ocorrer vômitos, diarréia e tosse. Nas formas mais graves geralmente aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e há a necessidade de cuidados especiais em caráter de internação hospitalar. O doente pode apresentar também hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória, que podem levar à morte.

O tratamento dessa doença é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte, orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Os casos leves podem ser tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam ser internados. A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença.

Para o controle da leptospirose, são necessárias medidas ligadas ao meio ambiente, tais como obras de saneamento básico (abastecimento de água, lixo e esgoto), melhorias nas habitações humanas e o combate aos ratos.

 

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