Escritor atalaiense José Alves Filho doa exemplares de seus livros para biblioteca em Atalaia

Edição e Fotos: Phablo Monteiro 20/09/2017 16:00  Cidade


Na tarde desta terça-feira (19), o escritor atalaiense José Alves Filho (JAF), esteve visitando a biblioteca da Indústria do Conhecimento Armênia Cerqueira de Albuquerque, para fazer a doação de exemplares das obras “Da Natureza dos Gansos (1999)”, “Ouricuri – Histórias e Resenhas (2006)” e “Usina Ouricuri – De Manoel Tenório ao MST (2013), todas de sua autoria. A nobre iniciativa foi intermediada pelo site Atalaia Pop e contou também com a presença da diretora da Escola Suzana Craveiro, Elba Farias.

Os seis exemplares, dois de cada obra, foram entregues à coordenadora Maria Betânia e já estão disponíveis a população atalaiense para leitura e consulta. Eles ficarão localizados em um espaço de destaque dentro da biblioteca, para que os interessados possam conhecer mais sobre as obras do talentoso escritor atalaiense.

De acordo com a coordenadora, as obras que são referências para o município de Atalaia, servirão como importante fonte de estudo sobre um grande capítulo da historia da cidade, que foi a Usina Ouricuri. “Tal iniciativa é muito importante, pois além de ser um ato de solidariedade, desperta também o interesse da população pela leitura, ajudando assim a forma novos leitores no município”, destacou.

Considerado um dos principais nomes da literatura contemporânea do município de Atalaia e do Estado de Alagoas, José Alves Filho nasceu em uma das primeiras casas da rua do Jenipapo, na Usina Ouricuri, no dia 14 de Novembro de 1963. É filho de José Alves dos Santos (Joel) e Maria Conceição Santos (Conceição). Em 1988, casa-se com Kátia Cavalcante com quem tem quatro filhos: Jalk, Neto, Jimmy e Kelvin. É formado em Ciências Contábeis. Trabalhou como estagiário da Carteira Fiscal no escritório da Usina Ouricuri em Maceió. Desse estágio surgiu a oportunidade de trabalhar, em 1990, no Escritório da Usina Coruripe, onde ficou praticamente por dez anos, saindo em 1999 pra ir pro Grupo João Lyra, onde trabalhou por onze anos, saindo para a Usina Coruripe em 2010, assumindo a área tributária da Empresa, onde trabalha atualmente.

“Quando eu estudava no grupo da Ouricuri, nunca imaginava escrever alguma coisa que pudesse ser publicado. Em um determinado dia me veio uma inspiração e comecei a escrever. Mas, tem um fator primordial, pois ninguém escreve nada bem se não ler e a leitura vem muito antes do escrever. É algo que vem natural, pois quando você ler bastante, começa a melhorar o que você escreve. A leitura é como se fosse um poço onde você vai buscar as informações necessárias para escrever melhor e bem. Acredito que essa doação servirá muito para trazer conhecimentos as pessoas e fico muito feliz com isso”, comentou o escritor.

Dois de seus livros são verdadeiros resgates da história da Usina Ouricuri, do Povoado e de sua gente. “Duas coisas me motivaram a escrever dois livros sobre a Ouricuri. A primeira foi para registrar fatos engraçados da Ouricuri e a segunda foi resgatar a sua historia, pois cada vez que vou a Ouricuri eu sinto que ela é menos minha, pois são pessoas diferentes e modificações na localidade. Então, a Ouricuri minha, ela já não existe mais e eu fico preocupado que um dia eu chegue lá e ninguém me reconheça, não como escritor, mas sim como filho da terra. Me preocupei em registrar logo essas histórias, antes que aquilo que eu e muitos conheceram, deixe de existir. Faço isso com amor, pois faço aquilo que gosto, falo daquilo que amo e isso não tem preço”, destaca JAF.

Em um momento que Atalaia vive o embate sobre manter a estrutura do prédio da Casa de Cultura, que há décadas esteve abandonado ou construir em seu lugar um complexo moderno para desenvolver a cultura e o esporte, o escritor deu sua opinião sobre o assunto. “Primeiro que a cultura ela não dá voto, isso é real e não é exclusividade de Atalaia, de Alagoas e nem do Brasil. O que dá voto é construir asfaltos. Com relação à Casa de Cultura, na minha época ela não existia ainda. Tomei conhecimento da Casa de Cultura de Atalaia através da professora Vandete, da qual tive a oportunidade de por vários momentos beber do conhecimento dela, onde inclusive o Livro Usina Ouricuri, de Manoel Tenório ao MST é uma inspiração do Livro Atalaia, Último Reduto dos Palmarinos. A professora Vandete era uma das pessoas que estava à frente da Casa de Cultura e depois do seu falecimento, não sei como ficou essa historia. O espaço físico, ele não deixa de ser importante, porque se torna um ponto de referência às pessoas que podem se reunir e discutir a cultura do seu município. Portanto, acho que a Casa de Cultura é fundamental, por ser um local apropriado para respirar e se viver cultura”.

 

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