Coordenar, supervisionar e orientar as atividades administrativas e judiciais da primeira instância em Alagoas, bem como os serviços extrajudiciais, são atribuições da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ/AL), que, em 2022, pôde voltar a realizar visitas presenciais, após dois anos de pandemia. Na última semana, os municípios de Pilar, Atalaia, Maribondo e Palmeira dos Índios foram contemplados.
“Essas visitas técnicas são ferramentas de aprimoramento dos serviços ofertados pela Justiça de Alagoas, porque possibilitam, além do diálogo, uma gestão eficiente das atividades nos âmbitos judicial e extrajudicial”, disse o Corregedor-Geral da Justiça, Des. Fábio José Bittencourt Araújo.
O Corregedor-Geral destacou a importância dessa proximidade. “Também avaliamos as condições de trabalho, as dificuldades de cada área e procuramos soluções para garantir uma Justiça efetiva. Para isso, entretanto, é preciso que Magistrados, Servidores e Tabeliães das Serventias Extrajudiciais estejam em seus postos de trabalho”, afirmou o Des. Fábio Bittencourt.
Atalaia
O Fórum de Atalaia sofreu com as fortes chuvas que ocorreram recentemente no município. Com infiltrações e mofo em paredes e teto, a Corregedoria foi informada que a Diretoria Adjunta de Administrativa (DARAD) do Tribunal de Justiça (TJ/AL) marcou para esta sexta-feira (29) a realização da manutenção na unidade, para que se possa ofertar condições mais adequadas aos servidores e jurisdicionados.
Há mais de 40 anos trabalhando na Comarca, a analista Mirian Cavalcante ressalta que vivenciou muitas transformações do Judiciário alagoano. “Estou aqui na comarca de Atalaia desde 10 de maio de 1977 e vi muitas mudanças e melhorias na Justiça. Acho excelente esse acompanhamento da Corregedoria para ver como está a situação da unidade e estamos sempre à disposição”, disse.
Ainda em Atalaia, a visita se estendeu aos cartórios extrajudiciais, com o intuito de verificar as instalações, os livros de registro de atos e as condições de atendimento. Ao fim da visita, a Corregedoria deixou recomendações sobre adequações a serem implantadas, o que vai auxiliar na melhor prestação dos serviços cartorários.
Desde janeiro como Tabeliã interina do 2º Ofício de Notas, Protestos, Títulos e Documentos, Ana Paula da Silva também viu a atual sede ser castigada pela enchente que ocorreu no início deste mês. Por isso, está buscando um novo endereço para a serventia. “À noite, a água já estava na porta, mas o nível ainda não estava tão alto. Nem me preocupei com os móveis, mas em salvar computadores e documentos”.
* Leonardo Ferreira e Niel Rodrigues - Ascom CGJ/AL