Estudantes e docentes de escola estadual saem às ruas em apoio a construção de Complexo Esportivo e Cultural em Atalaia

Edição e Fotos: Phablo Monteiro 14/09/2017 21:00  Cidade


Rejeitando todo e qualquer discurso de segregação, alunos, professores e gestores da Escola Estadual Floriano Peixoto deram as mãos na tarde desta quinta-feira (14) e percorreram as ruas de Atalaia em um ato pacífico de apoio à construção de um moderno e importante Complexo Esportivo e Cultural, que será construído pelo Governo de Alagoas em beneficio de toda a comunidade atalaiense.

Com 82 anos de existência, uma das mais históricas unidades de ensino do município vive hoje a expectativa da realização de um sonho, com a construção de um Ginásio Poliesportivo que possibilite o adequado ensino da Educação Física ao seu alunado, servindo também como espaço para eventos culturais e esportivos, não apenas da Escola, mas de toda a comunidade.

Para o professor de Educação Física, Amaro Junior, a construção desse espaço representa um ganho não só para a Escola, mas para uma comunidade com muitos jovens carentes de praticar esportes. “Por falta de espaços tanto eu como os dois outros professores de Educação Física da Escola, temos encontrado uma dificuldade enorme de planejar e colocar em prática as atividades. E, por conta disso, as nossas atividades práticas são quase inexistentes. Jogos Internos só podemos fazer quando as aulas do município param. O que está em questão não é acabar com a Cultura, mas sim buscar a junção da Cultura com o Esporte”, destacou.

A obra, orçada em R$ 555.204,52, só tornou-se possível graças ao envolvimento dos alunos, que assinaram um abaixo-assinado com aproximadamente mil assinaturas, que anexados a um memorando elaborado pela gestão da Escola, fez com que o Governo de Alagoas abrisse os olhos para essa gritante necessidade. Como melhor alternativa para essa construção, em março de 2016 foi colocada a possibilidade de se usar o espaço onde está localizado o antigo prédio da Casa de Cultura, pertencente ao Governo do Estado e que estava abandonado há décadas.

“No momento em que surgiu essa possibilidade do Estado construir o Ginásio, não havia interesse de ninguém naquele espaço. Nos dirigimos até a Câmara e lá constatamos que não tinha cessão e posse do prédio da Casa de Cultura para ninguém”, destaca Jairan Batista, diretor da Escola Floriano Peixoto.

Acontece que no começo de 2017 um grupo formado por artistas, artesãs, capoeiristas e intelectuais do município, sabendo que o espaço seria demolido, ocuparam o abandonado prédio, que durante seu funcionamento foi um importante centro de atividades culturais de Atalaia. O Movimento pela recuperação da Casa de Cultura se transformou em base de resistência a realização dessa obra, que deveria ter sido iniciada nesta última segunda-feira (11).

Para resolver esse impasse com o movimento popular, a equipe de engenharia do Governo Estadual sugeriu que o espaço não servisse só ao esporte, mas que tivesse estruturas para comportar o desenvolvimento de atividades culturais. A proposta foi recusada pelo movimento. Devido ao prazo ser bastante curto, o município de Atalaia agora corre o risco de perder a verba e conseqüentemente esse moderno Complexo Esportivo e Cultural, que terá uma quadra coberta de 26 metros por 35 metros, com arquibancadas e vestiários, um mini-auditório e mais duas salas.

“A Escola se compromete a montar todo um cronograma, onde nos dias que não houver aulas de Educação Física, a quadra estará totalmente a disposição das atividades desenvolvidas pelo movimento cultural como danças, teatros, capoeiras e atrações musicais. O mesmo vale para toda a sociedade atalaiense. Para realizarem o Festival de Musica, toda a estrutura do ginásio possibilitará confortavelmente essa realização”, destaca o diretor Jairan Batista, enfatizando ainda que o movimento cultural contará com duas salas e com um mini-auditório.

Para a estudante Luana, do 3º ano B, o Ginásio será de grande importância para todos os alunos. “Sempre que há alguma atividade que é necessária a utilização de um espaço para a prática esportiva, temos que nos dirigir a outras escolas e por isso a importância desse Ginásio”, comentou.

Já para a aluna Meiriele do 2º ano A, o Ginásio trará benefícios para todos e não prejudicará a comunidade. “Esse espaço também poderá ser utilizado pela comunidade, pois pelo que nos foi apresentado, terá um espaço comunitário beneficiando toda a cidade. Esse Ginásio ajudará e muito no desenvolvimento escolar dos alunos, pois alunos que praticam esporte e cultura, dedicam-se mais nas matérias”, destacou.

Segurando faixas e cartazes, alunos, docentes e gestores receberam o apoio da comunidade. “Essa obra não contempla só a Escola, contempla toda a comunidade. Os atalaienses não podem deixar essa oportunidade passar. A comunidade precisa saber que não será uma demolição, mas sim uma construção para unir a Cultura ao Esporte. Inclusive esse foi também o entendimento do Secretário Estadual de Educação, o Luciano Barbosa”, concluiu o diretor.

 

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